Valentim R. Fagim

12/05/2011

Mudamos de endereço

Filed under: Apresento-me — valentimrfagim @ 5:28 PM

Pessoal, migro de endereço para a esfera blogaliza:

http://valentimrfagim.blogaliza.org/

22/03/2011

Cem vezes zen

Filed under: Em 2011,Língua Nacional — valentimrfagim @ 9:01 PM

O budismo é umha tradiçom espiritual, do ponto de vista teológico, mui simples: a dor existe e tem umas causas. Até aqui nada de espetacular, a dizer verdade. Umha das causas da dor tem a ver com a identificaçom. Por exemplo: eu sou a língua galega. Portanto, qualquer ataque à língua galega é um ataque a MIM.

A identificaçom é uma das maiores responsáveis pola dor. Identificamo-nos com o país, com a associaçom, o partido, o clube de futebol, o género… E como os caminhos de rosas nom existem, mordem-nos os espinhos.

A chave, difícil de encontrar sem dúvida, é um equilíbrio entre a paixão que nos movimenta e a identificaçom que nos magoa. O meu desejo para o Novas neste seu número cem é que continue sendo um projeto zen, de todas e de ninguém.

Março, 2011

17/03/2011

Teste de seduçom

Filed under: Em 2011,Língua Nacional — valentimrfagim @ 12:39 PM

Imagina-te nos contextos comunicativos que aparecem a seguir e marca a frase com que te sentirias mais identificada:

Alguém defende o galego é o português serem línguas diferentes.

A) “És um regionalista”

B) “O galego e o português som a mesma língua por isto, isso e aquilo”

C) “Eu vivo a minha língua como sendo a mesma que a de portugueses e brasileiros”

Num debate na rede sobre um tema qualquer, alguém que defende a opçom A comete um erro linguístico.

A) “És um castrapeiro”

B) “Nom é X, é Y pola razom X”

C) “Eu penso que é melhor B porque…”

Umha pessoa galega que conheces lê Saramago e Paulo Coelho em castelhano.

A) “És umha alienada”

B) “É melhor ler sempre no original”

C) “Vou-te passar um texto em português para que vejas o fácil que é e o muito que sabes”

Num foro na rede alguém afirma: con el español me llega, para que quiero el gallego?

A) “És um colonizado”

B) “Eu com o galego arranjo-me bem.”

C) “Bom, eu na verdade sou mais feliz somando do que restando”

Marca agora com 1 ponto as respostas A), com 2 pontos as respostas B) e com três pontos as respostas C) e soma os pontos obtidos.

* Se tiveres entre 1 e 4 pontos, a língua para ti é umha forma de desabafo.
* Se tiveres entre 5 e 8 pontos, a língua em ti está racionalizada.
* Se tiveres entre 9 e 12 pontos, a língua em ti está naturalizada e és umha sedutora.

fevereiro 2011

Português, língua estrangeira

Filed under: Gostava de tê-lo feito eu — valentimrfagim @ 12:27 PM

O autor é Diego Bernal e publicou-no em Diário Liberdade.

A língua do Brasil, país maior e mais povoado da América Latina, com cerca de 200 milhons de habitantes, é o português.

O português também é oficial na Uniom Europeia, por ser a língua nacional de um dos dous estados que partilham a Península Ibérica. Além da América e a Europa, o português é falado em África, Ásia e na Oceánia.

Aos habitantes do Brasil dim-lhes neste idioma “brasileiros”.

Em português denominam “coxim” ou “almofada” um objeto mole que fai mais confortável o descanso. O ato de se pôr em posiçom horizontal é em português “deitar-se”. Onde sentas di-se “cadeira”, e onde dormes “cama” ou “leito”. Ao “folgar” podes botar umha “soneca” e durante a mesma ter “sonhos” ou “pesadelos”. Com estes últimos sentes “medo” e mesmo “arrepios”.

O que pisas é o “chão” e as aberturas da parede de um apartamento som as “janelas” que costumam dar para o que eles chamam “rua”.

Por onde circulam os veículos chama-se, nesta língua estrangeira, “estrada”. Caso seja permitido circular por essa “estrada” a grande velocidade, é umha “auto-estrada”. Os indicadores de tránsito denominam-se “sinais”.

O ato de emitir palavras pola boca para se comunicar chama-se “falar” e quando algo che fai graça é, em português, “rir” ou “sorrir”, dependendo da intensidade com que o figeres.

Nesta língua, falada a 7000 quilómetros da Galiza, aos insetos que fabricam o mel chamam-lhes “abelhas”, aos que picam “mosquitos”, aos que emitem luz “vaga-lumes”, a umha espécie de animais noturnos “morcegos” e aos animais que andam muito devagar pola terra e que gostam da água “tartarugas”. As aves da costa som “gaivotas”, as da cidade “pombas”. Chamam “ratos” a uns mamíferos pequeninhos que gostam de lugares abandonados e “toupeiras” a uns que furam a terra e estragam jardins.

No seu idioma, o que utilizamos para caminhar di-se “pernas”. A parte inferior “pés”, assim escrito com acento agudo por terem “es” abertos e fechados. A dianteira do corpo é o “peito” e por onde ouves “orelhas”. Vês polos “olhos”. Colhes com a “mão” e a parte inferior da cara é o “queixo”.

Polos olhos, para além de “ver”, também utilizam o verbo “enxergar” ou “olhar”.

Os nenos e nenas jogam com “bolas” ou “bonecos”. E quando o fam livremente polo parque simplesmente “brincam”.

Quando se vai o sol chega o que eles chamam “noite” e aparece no céu umhas luzes que chamam “estrelas” e ao satélite “lua”. A luz que emite esta última chama-se “luar”, como o programa do Gaioso, curioso, nom é?

Quando cai água do céu, creio que dizem que “chove” e quando há tormenta algo assim como “trovoada”. Quando vai calor dim que “está quente”.

O nome dalgumhas cores que lembro: “vermelho”, “amarelo” e “branco”.

O que utilizas para comprar chama-se “dinheiro”. Quando é metálico e redondo “moedas”. Isto guarda-lo na “carteira”. O que custam as cousas di-se “preço”, se queres que che calculem o “preço” de um trabalho pedes um “orçamento”. Nos bancos ou “caixas” solicitas “financiamento” e eles cobram-che “juros”.

O que em inglês é fish aqui di-se “peixe”. Um dos que mais gostam é um que se chama “bacalhau”. Também gostam doutros como as “sardinhas” e, nomeadamente, do que em inglês é octopus, que aqui chamam “polvo”.

Quando nom tés muita fame, comes uns “petiscos” e depois umha “sobremesa” e escolhes “tortas” ou “biscoitos” ou entom: “laranjas”, “ameixas”, “uvas”, “framboesas”…

Para levar os alimentos à boca utilizas um “garfo”, ou umha “colher” para sopas ou caldos. Ainda que eles o pronunciam com “u” porque também tenhem “os” fechados e abertos, e cousas assim. Onde pousas a comida chamam-lhe “prato”. Os restos dos que te desfás chamam-se “lixo”. Bebem “cerveja”, “vinho”, ou, se tiverem sorte, “champanha”. “Leite” é a bebida de cor branca que extraem das vacas.

Vem-me à cabeça que onde elaboram a comida é a “cozinha”, para aplicar o olfato dim “cheirar”. Odor é “cheiro”. Gosto desta palavra, “cheiro”, bonita, nom é? Onde fam lume para se aquecerem dim-lhe “lareira” e quando estám cansados entra-lhes o “sono”.

O português é a segunda língua romance mais falada no mundo, por diante do francês. É a mais falada no hemisfério Sul e a quinta mais falada do mundo.

O Partido Popular quer proibir às crianças galegas aprenderem português como 2ª língua estrangeira porque dim que na Galiza tem um “fundo ideológico”. E terá…

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